terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Boas notícias para 2013

E se o mundo não acabar as coisas serão interessantes em 2013.
 
Em primeiro lugar, tomei a decisão de não fazer mais provas de ironman até 2014. Tomam muito tempo da minha vida e acabam por prejudicar minha participação em outras provas.
 
Com os treinos para provas longas acabei ficando muito preguiçoso e 2012 foi um ano de muito pouco treino e consequentemente de poucas provas e nosso pequeno projeto de ajuda a ABRALE acabou sofrendo com isso.
 
Tomei a decisão, portanto de focar o ano em provas de distância olímpica, e  fazer apenas uma prova longa, o Ironman 70.3 Brasil. Com isso espero voltar a ter mais velocidade e com os treinos não tão longos ter mais tempo para outras atividades.
 
A grande notícia da semana veio da parceria fechada com a NA Sports na segunda feira. O Troféu Brasil, organizado pela NA, sempre foi parceiro do projeto TPUC, mas a parceria agora tomou um rumo mais sério.
 
Esse ano teremos os números de corrida utilizados pelos parceiros do TPUC em cor diferente dos demais, com isso poderemos ver todos aqueles que participam deste movimento e que através das suas doações estão ajudando esse projeto tão relevante. Os atletas poderão ter no seu número, além das cores do projeto (ainda não definimos a cor), uma mensagem em homenagem a algum paciente ou em memória a alguém que tenha sido afetado pelo câncer.
 
Um dos nossos objetivos é criar consciência das ações que fazemos e nada melhor que nossos apoiadores, os atletas, possam nos ajudar a mostrar isso aos outros atletas e público.
 
Aproveito para desejar a todos bons treinos nesse fim de ano e começo de 2013 e um ótimo ano para todos com saúde e muita paz
 
fui...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Segunda Chamada TPUC 2012 - Ironman Brasil 2012

Chegou a hora, principal etapa desse ano do TPUC.

Pra quem não lembra, funciona assim:
Faço uma doação em reais para a ABRALE, equivalente ao número de quilômetros que irei percorrer na prova proposta. Nesse caso, o IronMan Brasil 2012 no domingo, dia 27/05/2012. A prova é longa e o valor que irei doar é de 3,8km (natação) + 180km (ciclismo) + 42km (corrida), ou seja R$ 225,80.

Quem quiser ajudar, sugiro doar o mesmo valor, mas pode ser qualquer quantia em cartão de crédito ou boleto. Para doar é fácil, basta acessar esse link da Abrale e fazer a doação diretamente para a entidade.

Não recebo informações de quem doou ou os valores, mas se alguém quiser me comunicar posteriormente para fazermos a medição do resultado agradeço.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Primeira Etapa TPUC 2012 - Maratona de Boston

Chegou a hora, primeira etapa desse ano do TPUC.

Pra quem não lembra, funciona assim:
Faço uma doação em reais para a ABRALE, equivalente ao número de quilômetros que irei percorrer na prova proposta. Nesse caso, a Maratona de Boston na segunda feira, dia 16/04/2012.

Quem quiser ajudar, sugiro doar o mesmo valor, mas pode ser qualquer quantia em cartão de crédito ou boleto. Para doar é fácil, basta acessar esse link da Abrale e fazer a doação diretamente para a entidade.

Não recebo informações de quem doou ou os valores, mas se alguém quiser me comunicar posteriormente para fazermos a medição do resultado agradeço.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Treinando em Boston

Mari e eu correndo em Boston no inverno (dez11)
Já que as reuniões de Nova York foram desmarcadas em cima da hora, quando estava embarcando para Boston, acabei ficando preso por aqui essa semana, trabalhando de home office e aproveitando dez dias com a Mari. A idéia era pegar o primeiro trem na segunda-feira e ficar por lá até quinta a noite, mas por um problema de desorganização da agenda planejada fiquei com reuniões marcadas para segunda e quinta. Preferi cancelar e refazer essa viagem em abril.

É lógico que a Mari adorou, e depois de esquiar dois dias de camiseta, vendo uns malucos de bermuda, aqui estou trabalhando no verão fora de hora. Janela aberta, jeans e camisa, nada de casacos ou cachecol. Tudo bem que quando fui pedalar ontem estava 8 graus, mas deve ter checado a uns 18 durante o dia e quase morri de calor após 5 horas de treino.

Correr por aqui é um assunto a parte. Você acha que corre forte? Vem correr em Boston. Nunca vi tanta gente correndo forte o tempo todo como aqui. A cidade respira corrida por todos os lados. Saindo do apartamento (a Mari gosta que eu diga nosso apartamento apesar de só ela morar nele) e andando meia quadra chego a linha de chegada da Maratona de Boston, que esse ano irá completar 116 anos. Em frente a linha tem uma loja de tênis que em qualquer hora do dia é possível ver pessoas testando produtos na calçada com os vendedores analisando passada, tipo de corrida etc. Na vitrine, um relógio com contagem regressiva para a largada da Maratona, quer mais?

A volta de 14km é a mais bacana. Saio em direção ao Charles River, atravesso uma ponte sobre a avenida e logo estou na ciclovia e pista de corrida de Back Bay. Indo em direção ao centro, de um lado o rio acompanha e do outro a Storrow Dr, o que faz um pouco de barulho, Não é uma corrida silenciosa como as imagens sugerem. Logo você chega ao museu de ciências e atravessando já está em Cambrigde, menos de 3km do ponto de partida.

Esse é o trecho mais interessante. A esquerda o rio e algumas marinas e principalmente as sedes das equipes de remo e vela das universidades. Olhando a direita o MIT - Massachusetts Institute of Technology, e seu clube de vela e de remo em frente. Mais a frente Harvard e Harvard Square e seus clubes em frente. A qualquer hora do dia consigo avistar um oito com, ou um double skiff. Mais a frente dois barcos treinando largada de match race, um com velas com detalhes amarelos e outro vermelhos. Quando retorno eles estão treinando jibes com o barco do técnico entre eles. Atravessando o rio novamente estou de volta a Boston e passo pela BU - Boston University.
O Charles River não é exatamente o melhor lugar pra velejar. Pequeno, estreito, só dá pra montar raia em uma direção, mas poder treinar todos os dias só atravessando a rua entre uma aula e outra acaba por transformar esses caras em bons velejadores, sem contar que foi meu sonho por anos. quero ver se encontro alguém um dia montando barcos e vejo se consigo entrar numa regata, quem sabe me emprestam um barco e posso ver se eles são bons mesmos. rsrsrsr
Post rápido, preciso aproveitar para colocar em dia meus emails e planejamentos pois quando voltar para São Paulo terei algumas semanas extremamente corridas.
Próxima chamada do TPUC será para a Maratona de Boston, dia 16 de abril, logo aviso como ajudar nas doações diretamente no site da Abrale.


Fui... trabalhando e treinando


segunda-feira, 12 de março de 2012

Treinar em Curitiba

Que cidade linda!

Não tenho como começar de outra maneira. Adoro minha cidade e quanto mais tempo passo longe dela melhor fica a minha visão de suas qualidades - talvez não veja os defeitos mais como qualquer um que não experimenta o cotidiano.

Vou falar de uma Curitiba de domingo de sol, que começou as 8:00 da manhã para um treino longo de corrida - 23km pelas ruas da cidade. Objetivo de fazer um treino apenas girado, confortável para fazer quilometragem. As vezes precisa. Não há necessidade de fazer força e depois dos 150km de bike do sábado na ciclovia da marginal Pinheiros com 6km progressivos de corrida, bem que eu estava precisando de um treininho leve.

Na noite anterior, conversando com meu irmão Marcelo, triatleta da época das sungas e bikes de aro 26, ele me deu uma dica de um percurso de 20km saindo da casa dele. Adoro sair treinando da porta de casa, é mais fácil e economiza tempo. Único problema logístico seria a hidratação e como não gosto de correr com garrafas na mão nem de cinto de hidratação levei dinheiro para comprar água em algum lugar.

Dica: sempre que for sair para treinar sozinho nas ruas tenha sua CNH, cartão do seguro saúde e pelo menos R$ 50,00 para uma eventual emergência. Na melhor das hipóteses de uma emergência você pode torcer o pé e precisar pegar um taxi.

Iphone ligado, fones na orelha, Chickenfoot tocando, lá vou eu.

Começo pelo Jardim Social, bairro onde morei dos 5 aos 17 anos e que meu irmão mora agora. A cada esquina uma lembrança de infância, amigos, fatos, episódios que nunca mais tinha lembrado e vinham voltando a minha mente. Não olhei pro GPS no primeiro km e me surpreendi com o ritmo tranquilo que estava fazendo. Saindo do bairro pela Av.Nossa Sra da Luz vejo uma multidão correndo. Opa, tem uma corrida de rua, é aqui mesmo que vou entrar, assim tenho companhia e quem sabe ainda consigo minha hidratação. Estranho, só tem mulher correndo, pergunto e me informam que é uma corrida de 6km da prefeitura em comemoração ao dia das mulheres. Não vai adiantar, a distância é curta e achei a corrida no seu final. Acompanho pela Itupava e começo a ouvir alguém me chamando. Alguns namorados de corredoras vestiram-se de mulher para incentivar, de perucas, bermudas justas e maquiagem. Me senti numa versão atlética de Priscila.

Segura o bofe!!! Ele corre muito rápido!! Gatoooo!!!! Gargalhadas de todos os lados, parei e tirei fotos com as mulheres e as nem tão mulheres. Com isso dois quilômetros voaram.

Entro a direita na ciclovia e acompanho o trilho de trem. Mais adiante passo ao lado do Graciosa e lembro de nossas partidas de golfe. Passo ao lado do green do 5, green do 1 e finalmente driving rage e a casa do meu rmão Alcy, triatleta de primeira, treinando para seu primeiro iron, infelizmente não vamos correr juntos nesse dia, mas estarei em floripa para acompanhá-lo na linha de chegada,

Continuo pela ciclovia e as coisas começam a ficar estranhas. De uma hora pra outra não sei onde estou, nunca andei por alí. O Marcelo disse para seguir até uma descida forte que levaria ao parque São Lourenço. Bela descrição, mas vamos lá. Quando já estou muito além da distância que achava ser razoável para achar a tal descida vejo uma placa orientando para Almirante Tamandaré (isso é outra cidade para quem não é de Curitiba) e Barreirinha. Que faço agora? Estou com quase 9km e devo tomar uma decisão: ou vou mais 2,5km e volto pelo mesmo caminho ou acho o caminho certo. Resolvo sair da ciclovia numa placa que dizia Ópera de Arame. O teatro Ópera de Arame é próximo ao São Lourenço, com sorte chego lá, e se não chegar aproveito para visitar o local da minha formatura da faculdade.

De repente a rua começa a descer forte! acertei sem querer e chego no parque. Então vamos lá. Parque cheio, muita gente correndo, bicicletas e um clima de verão muito agradável. Ninguém atropela ninguém. As bicicletas na faixa delas e os corredores e caminhantes na sua. O gente civilizada, como é bom estar aqui. Saio do parque com quase 11km e está na hora de pensar na água e tomar um gel.

Na Mateus Leme, ainda na ciclovia, em direção ao Bosque do Papa. Curitiba recebeu uma grande quantidade de Poloneses e Ucranianos. Por conta disso e em homenagem a visita do Papa João Paulo II em 1980, foi feito um parque que tem algumas casas típicas em troncos dessas colônia de poloneses da região metropolitana de cidade. O paisagismo foi idealizado por Burle Marx. Em uma dessas casas, que formam um memorial da cultura polonesa, foi rezada uma missa pelo Papa. 

Passando pelo centro cívico, começo a procurar algum lugar para beber uma água e nada. Os quilômetros começam a passar e a paisagem também. Passeio Público, Rua Mariano Torres, e nada de água, tudo fechado. Quase na rodoferroviária encontro um pequeno bar e com 15km de corrida tomo uma garrafa d'água e um GU.

Continuo, passo em frente a rodoferroviária em direção ao Jardim Botânico. Uma volta por lá e volto para a Av.Nossa Senhora da Luz. Passo pela caixa d'água e do outro lado da rua o hospital das Nações. Acho que é esse o nome. Local onde um amigo, o Patrick faleceu após lutar contra um tumor no cérebro, que ele e o pai diziam que tinha o tamanho de uma laranja. Numa das últimas visitas que fiz, uma das cirúrgias acabou por retirar a memória curta dele, um fato triste, pois em uma visita ele me agradeceu e deu oi uma dez vezes, pois não registrava mais nada na memória. Lembrava de mim, mas não que tinha me visto a dois minutos, triste.

Após isso entro novamente no Jardim Social, pelo Pão de açúcar. Essa entrada do bairro sempre foi importante pra mim. Tenho três irmão mais velhos, entre cinco e nove anos de diferença. Uma das coisas que mais sonhava na minha infância seria o dia que entraria no bairro dirigindo meu próprio carro e fazer como eles faziam. Por algum motivo eles pegavam a descida e colocavam o carro em ponto morto e iam até em casa dessa maneira. Não sei bem se era pra economizar combustível ou uma grande piada, mas eu não via a hora de fazer isso também. Nunca consegui, pois acabamos nos mudando quando tinha 17 anos. Quando você tem dez anos de idade, tudo que seus irmão de 19 e 18 fazem é o máximo, ficou uma frustração. Mas calma, nada que vá me causar sequelas graves na vida.

Nesse momento estou chegando e a maior lembrança era das corridas com o Marcelo. Eu tenho a impressão que ele me usava para impressionar as meninas, mas quem vai saber. Levar o irmãozinho pra treinar é uma forma bem esperta de mostrar que é um cara legal. E ele é mesmo. O fato é que com uns onze ou doze anos começamos a fazer corridas pelo bairro e eu acompanhava sempre o ritmo dele, isso me criou uma base muito forte de treino e a partir daí a corrida em maior ou menor intensidade sempre esteve comigo.

Como é bom treinar em casa, agora estou no aeroporto voltando para São Paulo, com saudades e feliz pelo fim de semana. Mas que ninguém fique chateado comigo, adoro São Paulo também, é a cidade que me recebeu e continua me recebendo bem.

Foram 23,4 km, 23 deles em ciclovias, sem passar pelo mesmo ligar duas vezes. ritmo de 5:03 min/km e tempo total de 1:58horas de treino. Gostei, o batimento médio não passou de 155, objetivo alcançado.

Fui... com memórias e mais memórias

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Comitê de auto censura.

As coisas são interessantes, os ciclos de treinos, trabalho, amigos, família tudo corre em uma normalidade e com boa previsibilidade. Uma coisa que não muda nunca, apenas consigo conviver melhor ou pior é meu comitê de censura.

Para o leitor tentar entender como funciona uma cabeça com muita censura, a coisa é assim:

Quando comecei o projeto do TPUC, tinha e ainda tenho um objetivo muito claro - apoiar a luta contra o câncer, especialmente a Leucemia e ajudar a divulgar as ações e arrecadar doações para a Abrale. Até aí tudo bem, o modelo todos já conhecem, eu faço uma doação em reais equivalente aos quilômetros que irei percorrer em uma prova e incentivo meus amigos - atletas ou não - a fazer o mesmo.

Tivemos ótimos resultados desde 2009 e este Blog ajuda a divulgar essas ações. Divido meus treinos, angústias com relação acidentes, lesões ou mesmo períodos de treinos mais fortes, relato algumas provas e sempre que possível tento conectar esses assuntos com a luta contra o câncer.

A partir de um certo momento o comitê começou a atuar. Comecei a ter receio das pessoas pensarem que este Blog estava sendo feito para me promover e tirar algum proveito pessoal da coisa - o que não pode estar mais longe da verdade.

Parei. Criei um novo Blog e nele comecei a falar só de treinos e aí aconteceu o esperado, minha motivação caiu a zero. O real motivo de escrever aqui é esse mesmo, é a causa que abracei. Quando minha censura mandou mudar de rumo, errei. Aceitei como verdade o que não era e percebi, após um ano, que abandonei o sentido principal da coisa e apenas perdi tempo.

Ontem tive uma reunião ótima na Abrale. Como já disse antes, gosto muito de ir lá. Deve haver algo que transforma as pessoas quando elas trabalham ajudando outros, é uma clareza e tranquilidade que contrastam com qualquer imagem de terror que se possa fazer de alguém que recebe, ou recebeu o que até pouco tempo atrás seria uma sentença de morte. E que hoje, graças ao trabalho da Abrale e tantas outras entidades e profissionais da saúde não é mais assim para muitos casos.

Eles me incentivaram a voltar a escrever e aumentar a divulgação do projeto. Então vamos lá. Chega de auto censura, vamos atuar em algo realmente nobre e ampliar o projeto. Conto com a participação daqueles que já me conhecem e peço que divulguem e sigam a página do TPUC no facebook também.

A agenda de provas é intensa esse ano e os objetivos também.

Fui... treinando

terça-feira, 17 de agosto de 2010

TPUC 2010 - 4 etapa - Troféu Brasil de Triatlon e Ironman 70.3 Brasil

Olá a todos,

O calendário desse ano que parecia que iria ser super corrido está sendo calmo até agora. Até agora, pois o segundo semestre promete. Teremos esse fim de semana aqui em São Paulo a terceira etapa do Troféu Brasil de Triathlon.

Muitos podem ter esquecido do projeto ou outros nem conhecem. Vou explicar então rapidamente. Em todas as competições que participo, colaboro com uma doação financeira para uma entidade de combate a Leucemia e linfoma chamada Abrale - Associação brasileira de leucemia e linfoma. O valor da doação é correspondente a distância em quilômetros que irei percorrer. Então de acordo com a prova que estou participando o valor é maior ou menor.

Incentivo meus amigos, parceiros de treinos e seguidores do Blog a tentar participar junto comigo nessa jornada. Como? É fácil. É só entrar no site da Abrale e fazer a doação diretamente para eles. Nada passa por minhas mãos e se houver necessidade, fiquem a vontade para entrar em contato direto com a instituição, é um local muito bacana, como tive oportunidade de descrever em um post anterior onde conto o porque deste projeto, é só clicar aqui .

Na próxima semana, dia 28 e agosto irei participar do  Ironman Brasil 70.3 em Penha - SC . Então estou juntando duas etapas em uma só e pedindo a participação especial de todos.

Hoje uma amiga me perguntou se eu acredito em enviar energia para as pessoas. Claro que sim. Que tal esse post sobre a energia que vai e volta? Sugiro enviarmos uma grande vibração para todos que estão sendo afetados por essa doença nesse momento, com nossos pensamentos, esforços e toda a energia que dispomos .

Os valores que irei doar são :
Troféu Brasil - distância Olímpica - 1,5 natação; 40km bike; 10km corrida,  R$ 51,50
Ironman 70.3 - 1,9 natação; 90km bike; 21km corrida, R$ 112,90

Lembro que cada um pode doar o valor que quiser, podendo ser superior ou inferior, fica a critério pessoal. Importante é doar e não esquecer de colocar no CAMPO EMPRESA O TEXTO : TRATHLON POR UMA CAUSA.

Boa semana a todos

Fui... começando a reduzir o ritmo para chegar bem em Penha


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Longo Inverno


Olá, estou de volta. Depois de um longo inverno em Curitiba (4 dias) consegui colocar a casa e treinos em ordem.

Treinar no frio requer alguma disposição e roupas adequadas. Vou usar aqui a frase que todos nós ouvimos sempre nos treinos da madrugada na USP: não existe ciclista com frio, existe ciclista mau vestido. E não estou falando de ciclistas que não seguem a moda, pois todo ciclista faz questão de colocar todas as cores disponíveis do seu guarda roupa ao mesmo tempo. Não sei se isso acontece porque ainda estamos dormindo quando nos vestindo, e o tico e teco ainda não conseguiram pegar no tranco. Ou se não damos bola pra isso mesmo. Como sempre tento facilitar minha vida, reduzo minhas cores para: preto, branco, vermelho e amarelo. Então vou de monocromático a espanhol passando por rubro negro, mas nada mais que isso, é uma solução.

Mas o que quero falar mesmo é sobre como vestir-se pra não passar frio - e calor - no dia frio.

Ciclismo: camadas, não tem solução. Eu gosto de colocar uma camiseta de manga curta e duas camadas de corta vento, um mais grosso e outro mais leve. Se acho que não vai fazer tanto frio assim e talvez esquentar durante o treino, prefiro colocar só um corta vento e manguitos junto com a camiseta. Em qualquer caso uma boa calça é necessária. Prefiro as de corrida, de preferência com compressão. Coloco uma bermuda de ciclismo por baixo para evitar que as costuras machuquem e estou pronto para 100km em qualquer lugar. Uma coisa boa das roupas de ciclismo em camadas é que você pode ir tirando durante o treino e guardar nos bolsos da camada de baixo. Até a calça, já que você está com a bermuda por baixo. Um gorro na cabeça para aqueles que não tem mais cabelos, ou somente uma faixa para os que ainda tem vai muito bem. Proteger as orelhas é básico. Alguns usam lenços. Tudo bem, mas mantenha a regra de poucas cores por favor. Em cima da sapatilha pode ser usado uma bota que protege do frio. É um dos ítens mais úteis e baratos. A diferença de correr depois de pedalar sem usar a proteção da sapatilha é brutal. Você leva alguns km para sentir novamente os dedos se não usar. Mais importante de tudo no ciclismo, toda roupa tem que ser justa. Por favor, não vai pedalar com aquelas jaquetas de passear em shopping center que viram um paraquedas e tem gorrinho, tenha dó.

Corrida: aqui a coisa é mais delicada, mas também mais simples. Ao contrário do ciclismo, na corrida você vai passar calor. Se estiver muito frio (por volta de 6 graus como treinei em Curitiba semana passada) use uma calça, a mesma que usou pra pedalar, afinal ela é feita pra corrida. Em cima uma camiseta de manga longa de corrida e talvez uma jaqueta ou blusa de corrida. Acontece que você vai esquentar e provavelmente vai precisar tirar alguma coisa. Uma opção é fazer o aquecimento (correr uns 15 a 20 min leve) perto do carro e depois sair pra correr. Gorro ou boné (prefiro o boné) e um par de luvas de corrida funcionam muito bem. É incrível, você pode até se sentir meio ridículo, mas para a corrida no frio as luvas são ótimas, assim como algo para cobrir as orelhas.

Em qualquer dos casos você vai sentir um pouco de frio no começo, é normal, assim saberá que não irá passar calor depois.

Bons treinos

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Badwater 2010 - parte 2

Segunda parte do relato da Maria Ritah sobre a Badwater Marathon.

"Em Las Vegas, o calor sufocante começou a me dar medo. Dois dias depois fomos para o deserto local da prova. No caminho comecei a vislumbrar o que poderia ser minha aventura naquele deserto, comecei a me questionar.  – Será que quero mesmo passar por isto? Tanta prova linda, boa e mais barata pra eu fazer.

No dia do Congresso Técnico meu questionamento aumentou.  Observava atentamente os ultramaratonistas como se eu estivesse num experimento científico. Em Funece Crew, o calor aumentava, o vento quente ardia meus olhos garganta e feria meu nariz. Até pra respirar era complicado numa temperatura de 55 graus. Nem a noite aliviava a sensação de falta de ar.

A caminho do local da largada. A paisagem  do lugar era meio sinistra de tão cinza, sem cor, mas nem por isso encantadora. Estávamos abaixo do nível do mar. Ouvi um colega dizer que aquilo tudo era o mar que secou, na área batida e misturada com sal víamos a sequidão do lugar.

Depois de fotos e registros, a emoção da corrida começou. Nos primeiros 30km  o atleta obrigatoriamente deve correr sozinho e sua equipe dar assistência em banho e água, sob pena de punição caso seja pego correndo com o atleta.

Este começo foi um dos momentos mais emocionantes, porque pude assistir de camarote a correria, a paisagem, a corrida sob forte condição climática. Estes quilômetros parecem que não acabam nunca e nesta parte da corrida começo a digerir o que seja Badwater.

Monica corria bem a despeito de ser uma ultramaratonista com histórico de câncer e diabete. Minha preocupação era com sua hidratação e controle da glicemia que estava a cargo de um outro integrante da equipe. A noite, o cansaço e o sono eram uma luta constante. Mesmo eu que era pacer, sempre me beliscava para não apagar enquanto estava na direção do carro. Correr e andar por 55hs seguidas não era tão fácil quanto parecia. Além da dor muscular devido as subidas que não eram íngremes, mas que eram muito longas. 
Por volta do meio dia, sob sol forte, chegamos num lugarejo para abastecer o carro de gelo e água. Qualquer lugar do deserto que tenha um ponto de conveniência é importante. Era necessário abastecer com água e gelo nos poucos  pontos de abastecimento no deserto, por esta razão o carro estava cheio de cooler e alimento.

Na corrida, ora  eu estava a dirigir o carro de apoio, ora estava correndo observando a paisagem que em nada mudava da sua cor cinza, mas quando eu via o rosto dos atletas correndo, a dor e o sufoco para suportar o calor, mais e mais admirava aquela raça de atletas da qual eu queria fazer parte.

Minha experiência na Badwater me diz que devo treinar mais e mais forte. Que devo ter dinheiro suficiente pra fazer esta prova e pra isso terei que trabalhar dobrado, vender tudo que puder de imóveis e fzer uma reserva antecipada,  um plano logístico perfeito para me atrever a fazer Badwater.

A experiência valeu. Ao ver Mônica chegar aos 55hs no MT. Whitney, chorei de alegria. Literalmente saímos do inferno e entramos no paraíso em volta de montanhas cujos picos são brancos como a neve. É um contraste que só podemos dizer que ali um arquiteto muito habilidoso desenhou a estrada do deserto e seu local de chegada que , para quem correu tudo isto, é um verdadeiro paraíso.

Ou seja, saí do deserto, mais motivada do entrei. Em 2011, com a benção de Deus, estarei lá para correr Badwater Ultramarathon. Quanto tempo? Pra mim é o que menos importa, quero mesmo completar o percurso, vencer a distância e contar mais uma história de corrida.  "

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Badwater 2010 - 1 parte

 O bacana da internet é ter a oportunidade de conhecer pessoas que tem afinidades e paixões parecidas com você. As vezes penso que nunca teria oportunidade de conhecer essas pessoas especiais não fosse pelos blogs e redes sociais. Através do Facebook conheci a Maria Ritah, de Manaus, e fui acompanhando seus posts. Recentemente ela colocou algumas fotos sobre a Ultramaratona de Badwater. Mandei uma mensagem para ela e pedi se poderia contar essa história aqui no blog. Ela prontamente atendeu e ainda mandou umas fotos muito bacanas. Abaixo a primeira parte da aventura. De repente fazer um ironman não me parece mais tão difícil.... será?

"Badwater 2010 - por Maria Ritah


Comecei a correr ultramaratona em 2008. Minha grande estréia na distância foi na África do Sul, a Comrades Marathon, prova de 89km. A experiência de correr longa distância fez de mim uma apaixonada pelo esporte mesmo não tendo qualquer talento e começando na modalidade aos 36 anos. De repente me vi praticante e, acredite, atleta.
A primeira vez que ouvi falar de Badwater, foi por meio do meu amigo Gentil Alves que também pensava em correr a prova, e me dizia que para isso teria que correr a BR 135, prova classificatória para seleção da Badwater Ultramarathon.
 Badwater é a prova “mãe” do circuito BAD 135. Ela existe há 33 anos e deu origem a Arrowhead (prova no gelo) em Minessota/USA, Brazil 135 (prova nas montanhas) aqui no Brasil e agora também a Europe 135 na Alemanha e futuramente a Bolivia entrará no circuito. São 135 milhas (217 Km) que o atleta acompanhado de um carro e no mínimo 2 pessoas, e terá que percorrer a distância em até 60 horas ininterruptas numa estrada de asfalto que atravessa o tão temido Deserto de Mojave, na California. A largada acontece em Badwater a 85m abaixo do nível do mar, e a chegada no MT. Whitney a 2.530m de elevação.  O maior o desafio não é correr as 135 milhas, nem tampouco a altimetria da prova assusta, mas sim vencer o calor que mesmo a noite continua muito quente variando entre 50 e 60º positivos.

Comecei então a buscar mais informação sobre a prova considerada a mais difícil do mundo por conta do clima quente, seco e deserto. As histórias do calor não chegavam a me assustar uma vez que moro em um lugar quente, mas que não é seco. O que me fascinava nos relatos é o poder de superação do atleta ao ter que atravessar o deserto suportando um calor de 55 graus e sem qualquer apoio logístico da organização.
Mais obstinada, me inscrevi na BR 135 em 2009 para correr os 217km e conseguir classificação. Sem ter treinado mais de 100km corri pela primeira a BR e me dei mal. Uma lesão na panturilha no meio do percurso e desisti no km 162. Triste por isso, decidi esquecer ultramaratona em 2009 e passei a treinar para correr somente a New Yok City Marathon, em novembro do mesmo ano. Não queria mais saber de longa distância.
Setembro chegou, comecei a pensar de novo em Badwater e resolvi tentar de novo correr a BR 135 de 2010. Meu pobre currículo de ultramaratona daquele ano foi recusado pela organização da prova, só me restou dividir o percurso de 217km. Em dupla, fiz a distancia em 37hs, mas sempre pensando na Bad.
Este ano, a ultramaratonista  Monica Otero, 54, saiu na lista na relação dos aceitos pela organização.  Monica foi a primeira mulher da América do Sul a completar a distância de 135 milhas em 2007 e este ano a idéia dela era tentar diminuir o tempo de prova. Diabética tipo 2, é sobrevivente de um câncer. Mesmo com saúde sob cuidados médicos ela prova que a força de vontade e determinação pode mudar o curso da história de qualquer um.

 Escrevi um email pra ela pedindo que me deixasse ser sua pacer. Eu pagaria minhas despesas de viagem até Las Vegas e ela arcaria com a hospedagem e alimentação. Monica foi muito gentil em aceitar minha proposta, e no dia seguinte comprei minhas passagens Manaus-Las Vegas-Manaus. Com muito gosto, passei também a treinar pra prova porque queria estar apta para ajudá-la e incentivá-la na corrida."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

As próximas semanas serão críticas

Treinos são dividos em períodos. Esses períodos são definidos com base em objetivos. Meus objetivos coincidem com as competições que participo.

Tenho que chegar na minha melhor forma no fim de Agosto para o Ironman 70.3 em Penha - SC.

Para isso tenho feito alguns treinos de ciclismo na estrada dos Romeiros entre a Castelo Branco e Itú - SP para aumentar minha força no pedal.

Esse fim de semana tive a companhia do Marcos Pereira, que já é figura marcada nesses treinos e do Daniel Blois, novo parceiro de treinos da MPR e que vai começar a aparecer com mais frequência por aqui. Explico: assim como eu,ele vai encarar o desafio do Ironman Brasil 2011 pela primeira vez. teremos oportunidade então de nos encontrar bastante.

Romeiros é um treino sensacional. Um dos que me dá maior prazer. É difícil, desafiador e bonito. É uma oportunidade de testar sua força de vontade. As subidas intermináveis, trechos que parecem planos na ida e na volta se mostram como subidas bem leves (o suficiente para reduzir absurdamente a média de velocidade) e ultimamente o vento contra na volta.

O único ponto que dá tristesa é ver o Rio Tietê tão detonado em uma paisagem deslumbrante. Em qualquer lugar essa estrada seria um ponto turístico importante. Por aqui, com excessão das Romarias - que para nós é um inferno - a estrada é frequentada por ciclistas e motociclistas.

É um local que vale a pena conhecer, principalmente o trecho entre a Castelo Branco,saindo do km 48 e Pirapora do Bom Jesus. Outro trecho interessante é entre Cabreúva e Itu chamado de Estrada Parque.

Nos vemos por lá.

Na foto tirada pelo Daniel encaro uma das subidas

Fui... pedalando

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Atletas tem que ser exemplo de conduta para crianças?


Vou tentar responder, não é fácil. Você acha que um atleta tem obrigação de ser um exemplo de conduta para crianças? A minha resposta imediata é não. O exemplo de conduta primordial para uma criança são os pais e depois a escola. Os atletas não tem nenhuma obrigação de dar bom exemplo as crianças, não é função deles. Certo? 

Pois vamos ver... atletas hoje tomaram uma condição de pessoas públicas. Aparecem na mídia permanentemente, capitalizam com essa exposição e acabam tornando-se marcas comerciais. Como toda marca, essa deverá ser cuidada para que a percepção do público com relação a ela seja a mais próxima possível da imagem idealizada pelo anunciante. 

Gosto muito do profissionalismo de alguns atletas. Ao mesmo tempo que fazem aquilo que sabem fazer, são atenciosos com seus fãs, educados, sabem se expressar e tratam seus companheiros com educação e respeito. Não é possível vencer todos os dias, portanto é necessário saber perder e respeitar o perdedor.

Sempre me impressiona aqueles exemplos que tem maior contraste. Um exemplo, Bob Burnquist. O skate é para adolescentes, tem um ar rebelde, as vezes até de contravenção. Bob é um dos maiores expoentes desse esporte. Alguém já viu alguma entrevista dele? É um cara bacana, calmo, ama o que faz, diverte-se, ao mesmo tempo é muito articulado e educado. Por trás daquela imagem de skatista rebelde temos um atleta profissional que não só é admirado por seus fãs como por seus colegas de competição. 

Outros exemplos de bons garotos? Rogério Ceni, Cafu, Kaká...

Semana de contrastes: todos viram o que ocorreu com o Contador e o Schleck no Tour de France essa semana. Pra quem não viu vou tentar resumir. No ciclismo há uma regra não escrita que se você está em pelotão, pedalando juntos e um dos atletas tem um problema bobo, tal como uma corrente escapar ou um tombo sem consequencia, os outros ciclistas esperam por ele. Isso mesmo em competição. É uma daquelas coisas de fair play que também acontecem no ciclismo. Pois bem, o Contador não respeitou isso e atacou uma montanha quando o Schleck deixou sua corrente escapar, passando assim para primeiro lugar no tour.

Não tenho condições de julgar o que ele fez, me falta conhecimento sobre provas de ciclismo para tal. O que consegui enxergar foi que tanto o público quanto os outros atletas não gostaram dessa atitude. Contador foi vaiado ao subir ao pódio para receber a camisa amarela, e ficou com um sorriso amarelo (desculpa o trocadilho mas não aguentei). Não há um juiz no tour para dar uma penalização de tempo para esse caso, mas todas as câmeras de televisão mostraram para o mundo inteiro o que aconteceu e para piorar a situação, Contador deu uma desculpa mentirosa, dizendo que não viu o problema do outro ciclista, mas as imagens mostram que ele, além de tudo é mentiroso para se defender. Qual será o prejuízo para sua imagem? Só o tempo dirá. Na imprensa especializada e na comunidade de atletas a reação inicial não foi boa. 

Finalizando o texto mas não encerrando o assunto, acredito que todas as figuras públicas devem ter um comportamento adequado. A partir do momento que você decide se expor, seja pela natureza de seu trabalho ou esporte, ou qualquer motivação, deverá ser coerente com a imagem que quer passar e o público que irá atingir. Infelizmente hoje vemos inúmeros casos de comportamentos baixos de atletas. Desde a falta de espírito esportivo, comportamentos inadequados em público, crimes e até morte. No Brasil a coisa é ruim. Poucos atletas tem preparo para entender sua responsabilidade e quando temos o maior líder do país defendendo a mentira e desrespeito as leis repetidamente a coisa fica complicada. 

Mas vamos lá, podemos fazer alguma diferença no nosso meio não podemos? É isso que tento por aqui.

Na foto Andy Schleck.

Fui... pensando

terça-feira, 13 de julho de 2010

Triathlon de casa nova.

A partir de agora terei mais um canal para dividir as experiências sobre triathlon e treinamentos.

Confiram o site aventura.com.br que terá uma coluna semanal sobre triathlon.

O primeiro site de aventura do Brasil está mudando para ser uma comunidade de aventureiros, um ponto de encontro de paixões pelo esporte, aventura e sustentabilidade.

Fui... treinando pra Penha, foco total.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Troféu Brasil de Triathlon - Segunda Etapa


O que posso dizer dessa prova? Pra mim foi perfeito. Não só pelo resultado, mas também por tudo que aconteceu por lá.

Em primeiro lugar é um privilégio ter saúde e celebrá-la dessa maneira. Tenho tentado explicar isso as pessoas constantemente. No triathlon aparentemente testamos nossos limites o tempo todo, mas não é assim. Muito mais que isso, condicionamos nossos corpos para que os limites sejam alcançados com segurança e que nossa margem de trabalho seja maior. Quando estou numa prova, não quero testar até onde vou, mas ir de maneira consciente até a linha de chegada e apresentar o melhor resultado possível dentro das condições do momento. É exatamente o inverso, celebramos nossa condição física de maneira positiva e responsável. Se não for assim você não dura nesse esporte.

O fim de semana começou indo buscar o Alcy (meu irmão) no Guarujá. Ele estava desde quinta por lá em um congresso de ortopedia. Fomos para Santos e lá fizemos o que deve ser feito na véspera de uma prova: comer e descansar.

O domingo não poderia ter começado melhor. Lua cheia antes de nascer o sol, e um céu totalmente limpo. Foi assim o dia inteiro, não vi uma nuvem. A prova estava perfeita. Assisti a largada e saída da natação do short e depois fiz uma rotina pré prova muito parecida com o que fazia antes de regatas importantes. 

1 - Isolamento total - alonguei com calma a beira d'água e fui nadar até a primeira bóia sozinho. O mar estava gostoso, um pouco frio, mas totalmente liso. 
2 - Já tinha planejado a prova inteira e segui esse planejamento. Algumas coisas que pra mim fazem diferença.
3 - Natação - Largar na primeira fila, ir pro lado que escolhi na natação e fazer força até a primeira bóia. É fundamental chegar bem colocado na primeira bóia. Com isso consegui ficar com o primeiro grupo da natação. Normalmente são os caras que nadam mais que eu, mas que dá pra acompanhar se estiver na esteira deles. Parcial da natação 22 minutos
4 - Ciclismo - um erro comum que cometo é sair muito rápido no ciclismo e cansar as pernas antes da hora. Coloquei na cabeça que só faria força a partir da Av.Portuária. Até lá iria recuperar meu fôlego, tomar um gel e começar a hidratar. Funcionou. Meu pedal foi muito bom. O tempo todo sozinho, não peguei nenhuma roda (todos já sabem minha opinião e não preciso repetir, mas vai lá, se as regras dizem sem vácuo, é sem vácuo) e só vi um grupo na minha roda quando fiz um retorno, aí acelerei e eles sobraram. No final da segunda volta me senti um pouco cansado e reduzi um pouco o ritmo para chegar bem a transição. Parcial do ciclismo 1:07h incluindo as duas transições
5 - Corrida - aí não tem erro. Se o ciclismo é meu pior esporte a corrida é o melhor. Saí forte e fiz as duas voltas de 5k para pouco mais de 20 minutos cada, totalizando 41 na corrida. Foi bacana. Segui sempre no mesmo ritmo e até brinquei com o Alcy depois da prova. ele comentou que eu estava forte no final da primeira volta e falei que só acelerava ali pra fazer bonito. Ele mandou um "imaginei isso", mas na verdade não era. Fiz a corrida muito bem. Sempre no mesmo ritmo. Só apertei no último km, afinal.... era o último km e quando percebi que dava pra fazer 2:11h corri literalmente atrás desse tempo. Queria ter feito abaixo de 40 a corrida, mas não dava, estou voltando de um período complicado de treinos e não quero forçar antes da hora. O foco é todo no Ironman 70.3 em Penha no fim de agosto.

Parabéns aos amigos que fizeram ótimas provas:
Short
Alcy Vilas Bôas - 1:14h super tempo pra quem acabou de voltar a treinar
Marcos Pereira - 1:10h vai detonar em Penha
Eduardo Peselli - 1:21h voltando depois de um tombo de bike
Wellington Aragão - 1:14h também voltando depois de tombo de bike
Omar Ramirez - 1:32h único Argentino que permitimos no pelotão
Victor Cutait - 1:20 tá melhorando

Olímpico
Carlos Ohde - 2:10h ano que vem vai estar na minha categoria, ops...
Daniel Blois - 2:15h começou a treinar com a MPR agora, seja bem vindo
William Raposo 2:20h nosso representante baladeiro do interior

Resumo de tudo? Onde mais no mundo podemos pegar o carro em pleno inverno, dirigir pouco mais de uma hora e chegar numa praia e fazer uma prova de triathlon super bem organizada com temperatura por volta dos vinte graus? Alguns vão dizer que não tem chip, ou outras coisas, mas e daí? Já fiz provas com chip que os resultados sairam absurdos e demoraram mais que esse. Aconteceu comigo em Pirassununga e Caiobá. Se prefiro chips? É lógico, muito mais cômodo. Se acho que o troféu brasil por sua importância deveria ter chip? Claro que sim. Mas não é isso que vai estragar uma prova como a que tivemos nesse fim de semana. Quem esteve lá sabe do que estou falando. Os sorrisos no rosto de todos ao final eram a prova mais eloquente que foi um dia perfeito.

E além de tudo ganhei a etapa na Elite amador 40-44 anos e tomei a dianteira no campeonato.

A foto é de um Sesc Triathlon Caiobá de 2004, só pra matar a saudade.

Fui... ainda pensando no fim de semana perfeito.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quarta Etapa TPUC 2010 - Troféu Brasil de Triathlon

Dia 27 de junho acontecerá a  Segunda Etapa do Troféu Brasil em Santos— Sp

Essa será a quarta prova desse ano feita em  homenagem a Abrale—Associação brasileira de linfoma e leucemia.

A distância total da prova é de 51,5km. Doarei o valor equivalente a um real/km para o projeto dodói da Abrale.

Convido a todos para participarem pelo link abaixo com suas doações. Como nas outras vezes, nada é feito pelo meu blog ou por mim, mas diretamente no site da Abrale.

Para doar acesse www.abrale.org.br/dodoi/ e siga as instruções de doação. Não esqueça de colocar no campo EMPRESA o texto “Triathlon por uma causa”, somente assim poderemos medir os resultados desta ação.

domingo, 20 de junho de 2010

Troféu Brasil de novo. Demorou!


Tem sido difícil escrever no blog nas últimas semanas. Não tenho passado muitos dias em São Paulo, mas pelo menos estou conseguindo treinar bem dentro das condições que encontro, especialmente nos fins de semana.

Finalmente a segunda etapa do Troféu Brasil está chegando. Assim mesmo, no meio da copa, domingão em Santos. E ao que tudo indica vai estar tempo bom por lá. Não vejo a hora. Sou daqueles que acha a motivação nas competições. Isso foi assunto na padoca pós treino de sábado. 

Preciso das competições, é uma maneira de manter o foco e esse período sem provas foi duro. Outros atletas acham a motivação em objetivos diversos e respeito isso. Manter um nível alto de concentração nos treinos sem uma meta clara na minha frente é difícil. Tenho minhas metas de longo prazo, não há como não fazer isso, mas preciso das intermediárias. É momento até de testar se os treinos estão indo de maneira correta, comparar desempenho com experiências passadas e também com seus parceiros de treinos e competição. 

Gosto de tudo: a ansiedade antes da largada, os sorrisos nervosos antes da prova, o aquecimento dentro d'água, as transições, o momento que passo em frente a barraca amarela e vejo meus amigos torcendo, a linha de chegada, a sensação de ter conseguido mais uma vez o que é difícil para a grande maioria. Só não gosto de dirigir na estrada depois, dá um sono...

E pra não deixar de falar da copa. O Kaká subiu no meu conceito, nunca pensei nele como um cara que encara os outros. Apesar de ter sido expulso, ele colocou aqueles pernas de pau no seu devido lugar.

Fui... esperando por domingo

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ironman 2010

Minha idéia inicial quando fui assistir o Ironman Brasil em Florianópolis era fazer uma cobertura via iphone para o esse blog, minha página do youtube, facebook e twitter. Bacana né? O que aconteceu é que a rede de transmissão de dados da Claro em Ironland é muito lenta. Consegui carregar apenas três vídeos e depois a coisa parou, sendo que um deles carreguei ainda em Curitiba.

A idéia era boa e vou continuar tentando fazer isso. No final acabei não pegando alguns depoimentos que queria porque achei que não faria mais sentido. De qualquer maneira acabei postando os vídeos hoje no youtube. Para acessar é só ir para a minha página e assistir os vídeos de sábado com a Julinha, Gra, Cláudia, Roger e Nilma, além da largada e o Alcy tirando fotos.

A cobertura principal seria feita através do site www.aventura.com.br . Eles fariam as edições dos vídeos e a postagem após meu envio por youtube, mas tudo bem, vamos tentar na proxima.


Fui.... na foto entrevistando o Roger, IronHusband

terça-feira, 8 de junho de 2010

Overtraining



"Primariamente observada em atletas, a síndrome do excesso de treinamento é caracterizada por alterações metabólicas, redução do desempenho atlético e da resposta ao treinamento em indivíduos saudáveis, incidência de contusões e infecções virais e bacterianas por queda de resistência imunológica, alterações no estado de humor, fadiga constante, etc. Esse conjunto de sinais e sintomas remete o indivíduo à fadiga crônica, cuja etiologia envolve-se com o desequilíbrio de neurotransmissores cerebrais, como a diminuição dos níveis de serotonina (5-HT), que, por sua vez, é derivada do triptofano, um aminoácido veiculado pela dieta através de alimentos ricos em proteína(3). É possível que o metabolismo energético, secundário a mudanças endócrinas, seja alterado na síndrome do excesso de treinamento e, conseqüentemente, afete também a fadiga. Estudos têm demonstrado que deficiências ou desequilíbrios em neurotransmissores e neuromoduladores podem ser causados por severo ou longo estresse(4)." matéria da Revista Brasileira de Medicina esportiva, conteúdo completo no link .

O corpo avisa e você é responsável por entender o que está acontecendo. Um resfriado que não vai embora, de repente falta de sono permanente, fadiga constante. Tudo isso aliado a um ritmo de viagens e reuniões de trabalho que não permitem uma recuperação adequada e quando você percebe aparece uma lesão no joelho, você começa a contar quantos treinos fez na semana e foi metade do programado e bem fraquinhos, e pra mim o pior de tudo, dois quilos a menos na balança. Quem me conhece pessoalmente sabe porque fiquei preocupado.

Não sei se cheguei a ter overtraining, mas quando a Gra virou pra mim em um treino de bike e perguntou se talvez não fosse por este motivo que eu não estava dormindo direito a coisa começou a encaixar. Tive um grande stress pessoal no último mês, e parece que depois disso tudo veio abaixo.

Tirei a ultima semana pra descansar. Aproveitei o feriado e fui para Curitiba ver minha filha. Fomos ao cinema, shoping, assistimos discovery kids abraçados na cama, passamos 24horas do dia juntos entre quinta e domingo. Foi ótimo. No domingo fiz um pedal fantástico na estrada e ontem voltei com as baterias cheias de novo. Estou retomando com calma, e acho que foi bom esse período de off season. 

Hoje teve treino de bike na usp, aproveitei e fiquei num pelotão mais lento e me senti muito bem.

Relendo meus últimos posts dá pra ter uma idéia dos sinais que estavam lá, interessante.

Fui... retomando com calma mas com seriedade.

domingo, 23 de maio de 2010

Semana de altos e baixos

É no mínimo curioso.

Essa semana foi de muitas alterações no meu desempenho. O que não deixa de ser um bom treino. A primeira surpresa foi a natação. Vinha nadando de 4 a 5 vezes por semana nas duas últimas semanas. Evitando  sobrecarregar o joelho com corridas e principalmente pedal. Ainda não entendi direito o que tive, provavelmente uma tendinite boba. Então o que fiz? Nadei mais, musculação, gelo e muito alongamento. Não precisei tomar nenhum remédio - mesmo porque não gosto - apenas massagem com cataflan gel (que não deixa de ser remédio né?!).

O que aconteceu na sexta? Depois de vários treinos acima de 3000 metros, quebrei na natação. 1500 metros e comecei a ficar tonto - mais do que sou - e enjoado. Tive que parar. Um bom banho, bacalhau na hora do almoço com uma garrafa de vinho verde português da região do Minho e a coisa votou ao normal. A noite 18km de longo de corrida como se nada tivesse acontecido.

Hoje fui pedalar em Romeiros. Treino duro como sempre. Quebrei de novo, mas dessa vez não tive opção. Lá você quebra e ainda tem 40km com muita subida e vento contra. Coloquei um ritmo mais lento, e com a ajuda da roda do Marquinho consegui recuperar o ritmo. Lógico que não subi a famigerada "subida do calaboca" no ritmo que estou acostumado, mas tudo bem. Chegando em Pirapora corri super bem os 8km que estavam programados, dessa vez aliviando o ritmo para não deixar meu companheiro na mão depois que ele foi tão solidário. O interessante é que era falta de perna mesmo, a frequência cardíaca tava normal, e não me senti cansado. Acho que tá na hora de ir na nutricionista. To desconfiado que o problema tá por aí e também o stress que passei na semana passada.

A grande coisa é que não tive nenhuma dor no joelho. To recuperado, ufa... 

Em tempo, amanhã reunião com a Abrale e Skarp pra definir as ações pro Troféu Brasil e 70.3 de Penha.

Fui.. o cérebro agora tá entrando em modo de espera

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aos meus amigos que irão fazer o Iron daqui a alguns dias

Esse ano acompanhei mais de perto os treinos pro Ironman. Pra quem não sabe, a prova irá acontecer no fim do mês em Floripa com as ridículas distâncias de 3.800m de natação, 180km de bike e 42km de corrida.

Quem não treina pensa que é insano, quem treina tem certeza.

De qualquer maneira, esse últimos dias de treino serão para descansar. Está na hora. O treino que deveria ter sido feito já foi. Nesse momento a prioridade é descansar. Mas isso para um ironman não é ficar de pernas pro ar, é continuar num ritmo maior que a maioria de nós treina. É lógico que depois de fazer 180km de bike num sábado qualquer, seguido de uma corrida de 28km no domingo, continuar treinando durante a semana normalmente é algo cansativo. Não só pelo aspecto físico, mas pela logística envolvida e os longos períodos de tempo dedicados aos treinos e recuperação. Pra quem trabalha é difícil, pra quem trabalha e tem família, mais ainda.

Mas você não ve esses seres especiais reclamando não. Aliás reclamam muito menos que os triatletas normais (se há algo de normal em ser triatleta). Estão lá cuidando para não emagrecer demais, para não ter uma lesão de última hora, administrando as dores e nesse momento começando a cuidar com quem pedalam para evitar um tombo ou um susto maior.

É um clube fechado. Para entrar você precisa fazer um compromisso com você mesmo, com mais ninguém. E se vencer, será aceito de braços abertos. Em uma abertura da trasmissão de um Ironman do Hawaii o locutor diz mais ou menos isso em uma tradução livre:

" Na verdade existe apenas dois tipos de pessoas: aquelas que dizem que não podem e aquelas que dizem eu posso. Essas pessoas se encontraram aqui, de maneira individual, por suas 1700 diferentes razões. Sua união vem de seu mantra "eu posso", e do seu destino, um lugar que eles tem que chegar de qualquer maneira. O que eles farão para chegar lá é monumental para os padrões de qualquer um, inclusive deles mesmos. O desconhecido, nós todos tememos, e nesse momento há um oceano cheio de medo."

Em outro momento ele diz: "Você pode desistir e ninguém vai dar bola, mas você sempre saberá disso".

Espero chegar lá o ano que vem, tenho dado os passos da maneira planejada e apesar de ter que segurar minha ansiedade, a opção por um plano de treinamento de três anos tem se mostrado acertada. Gostaria de estar lá com vocês competindo, mas terei que me contentar em assistir.

Para os que acompanhei mais de perto fica aqui meu desejo de boa sorte, alguns vão fazer pela primeira vez, outros pela segunda, terceira ou mais. Para a turma do MPR, Diogo, Felipe, Rodrigo, Renato, Flavinho, Clau. A Nilma de Botucatu, A Roselaine que conheço do Facebook e conhece todos que conheço menos eu. O Álvaro Gusso de Curitiba, que tá treinando forte. 

Desejo boa sorte pra vocês. Que essa experiência seja tudo que vocês esperam e mais um pouco. Estarei lá para dar uma força a vocês. Daqui a duas semanas vocês poderão dizer, eu posso, sou um ironman.

Para vocês eu tiro o chapéu, ou melhor, boné.

Fui.... treinando para ter a minha chance de ser ironman